5° edição: cenário semanal econômico – 20/04 à 24/04

UZZO

Conta Digital Fintech UZZO

abril 25, 2020

O início da semana traz sinais claros de tempos difíceis, não só nos mercados mas nos cenários de crise no Brasil e no mundo, que iniciam com os reflexos dos impactos do petróleo, a estimativa é que o combustível vai ajudar para deflação em abril e maio, segundo economistas.
Mas após um início de semana com sessões bem negativas e de operar nas mínimas desde 1999, pós feriado houve ganhos para as cotações do petróleo.

No mercado nacional, a semana começa boa, com o Ibovespa ultrapassando os 80 mil pontos e seguiu em consecutiva alta.
o Ibovespa teve fortes ganhos na sessão pós feriado acompanhando o exterior, após o petróleo ganhar forças.
Porém encerrando a semana o Ibovespa acelerou as perdas nesta sexta-feira (24/04/2020), chegando a cair mais de 9,5% na mínima após o ministro da Justiça, Sergio Moro, anunciar sua demissão. A bolsa brasileira registrava queda aos 72 mil pontos.

A decisão foi tomada após Moro ser surpreendido pela publicação no Diário Oficial da demissão, pelo presidente Jair Bolsonaro, do diretor-geral da Polícia Federal, Maurício Valeixo, que segundo o Ministro, é uma pessoa que possui uma gestão mais técnica, sem grande viés político.

Entre os indicadores americanos, os investidores absorvem os dados de seguro-desemprego nos Estados Unidos, que ficaram levemente melhores que o esperado,o país já soma quase 22 milhões de pedidos desde o início do isolamento social.
Alguns estados do sul dos EUA começaram a reabrir a economia, EUA vive disputa entre o presidente Donald Trump e parte dos governadores, que querem manter as medidas de restrições para conter a epidemia. Outros governadores, porém, estão autorizando a retomada de atividades não essenciais.
O dólar seguiu em constante subida esta semana e encerra cotado à R$5,66.
Já o dólar futuro para maio sobe 1,72%, a R$ 5,63.

Pelo mundo, a Espanha quer prorrogar estado de emergência até 9 de maio.
O Banco Central da Inglaterra alerta contra abertura prematura da economia britânica, o Old Bailey (Tribunal Central Criminal) disse que patrões precisam garantir que funcionários estão seguros nos escritórios e nos deslocamentos diários antes de restrições serem levantadas.

Pandemia avança no Brasil
O Brasil bateu na quinta-feira (23/04/2020)  seu recorde de mortes diárias pelo coronavírus, com 407 óbitos – metade no Estado de São Paulo – em 24 horas. Até ontem, o máximo de mortes diárias era de 207. O total de mortes confirmadas é de 3.313 na manhã de hoje. O número de casos confirmados ultrapassa 49 mil.

Aqui em solo Brasileiro, com o avanço do coronavírus, empregadores e funcionários tiveram que se adaptar à nova rotina e aplicam acordos permitidos via medidas provisórias de flexibilização
O programa engloba alguns tópicos específicos que serão, de alguma maneira, flexibilizados temporariamente. São eles:

  • Teletrabalho;
  • Antecipação de férias individuais;
  • Decretação de férias coletivas;
  • Banco de horas;
  • Redução proporcional de salários e jornada de trabalho;
  • Antecipação de feriados não religiosos;
  • Diferimento do recolhimento do FGTS durante o estado de emergência.


    Segundo o ministério, as medidas têm objetivo de evitar demissões neste período de pandemia e facilitar as negociações trabalhistas de modo a reduzir os custos do contrato de trabalho, dentro dos limites previstos na Constituição Federal.
    Até 16 de abril, mais de 1,7 milhão de trabalhadores já haviam sofrido corte de jornada ou tido seus contratos de trabalho suspensos, de acordo com o Ministério da Economia.
    Entre as atividades mais afetadas pela pandemia, bares, restaurantes e hotéis lideram os acordos e convenções coletivas com 22% do total no país, segundo a pesquisa Salariômetro, elaborada pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe). O estudo foi realizado de março até 17 de abril, incluindo boa parte do período de quarentena.
    O setor de transporte, armazenagem e comunicação aparece logo atrás com 21,6% dos acordos, seguido de comércio atacado e varejista com 12,9%. Do outro lado, as atividades que menos negociaram algum tipo de medida foram a de vigilância e segurança privada.
    Foram um total de 1.045 cláusulas adotadas, sendo que as mais negociadas foram a redução de jornada (188) e salário (187), suspensão do contrato de trabalho (181) e antecipação de férias coletivas (109).

    No entanto, mediante estudo para flexibilização da quarentena em alguns estados, o varejo vê uma luz para retomada. Em São Paulo, o governador João Doria desenha medidas para a reabertura gradual da economia a partir de 11 de maio, passo que deve ser analisado também pelo Rio de Janeiro.

    Já o secretário especial de Desestatização, Desinvestimento e Mercados, Salim Mattar, anunciou o abandono da meta de privatizações e desinvestimentos em 2020 com a mudança de cenário econômico trazida pela pandemia do coronavírus.

    A crise gerada pela pandemia da Covid-19 não atingiu as empresas da mesma forma. Muitas estão conseguindo até mesmo ampliar sua base de clientes e seu faturamento. Algumas startups cresceram desde o início do isolamento social, mesmo com operação apenas virtual nesses tempos de crise. Isso porque muitas das grandes empresas brasileiras não estavam preparadas para enfrentar a onda digital e do e-commerce e depararam, subitamente, com a necessidade de trabalho remoto e de contratos digitais.

    Enquanto isso, o governo estuda ampliar garantias para estimular empréstimo a empresa com faturamento de até R$ 300 milhões. A proposta para incentivar auxílio a capital de giro e folha de pagamento é reformular fundo do BNDES.

    O programa Pró-Brasil de reocupação econômica pós-covid-19, lançado na última quarta-feira terá sua implantação começando em larga escala a partir de outubro. O cronograma de elaboração do programa foi apresentado pelo ministro da Casa Civil, general Braga Neto, apesar das divergências da equipe econômica.

    O ministro disse que o plano tem apoio do ministro Paulo Guedes. Contudo, o Plano pós-crise expõe diferenças entre Economia e Casa Civil.

    Cenário Cripto
    À medida que os bancos centrais em todo o mundo continuam a imprimir dinheiro para combater o desastre econômico causado pela pandemia de COVID-19, essa pode ser a maior chance que o Bitcoin terá de impactar o cenário financeiro.
    Várias empresas já aceitam Bitcoin como meio de pagamento.
    Por outro lado, um gráfico divulgado pela coinmetrics mostrando a correlação BTC e a taxa de expectativa de inflação em 05 anos, indica que o Bitcoin aumenta em seus preços à medida que desvalorizações ou inflação ocorrem em moedas fiduciárias.

    Apenas como exemplo, o Bitcoin começou a subir em 12 de março, quando o FED anunciou sua primeira injeção de 2 trilhões de dólares como uma primeira medida agressiva para ajudar na recuperação do mercado. Desde então, apesar da sua costumeira volatilidade a criptomoeda não registrou abruptas quedas nos gráficos e nesta semana, novamente voltou a valorizar-se o Bitcoin alcançou a margem dos US$7.532,56.

    Bitcoin é deflacionário
    Ao contrário das moedas fiduciárias, o Bitcoin foi criado com uma oferta máxima de 21 milhões de moedas. O halving reduzirá gradualmente a taxa de emissão de novos tokens, essencial para controlar suas taxas inflacionárias.

    Como resultado, o Bitcoin pode ser uma moeda atraente como reserva de valor, especialmente neste momento, uma vez que terá uma demanda maior com menos moeda em circulação. Isso pode ser visto como uma saída da inflação, causada pela falta de controle na manipulação do decreto pelos bancos centrais e pelos governos em geral.

    Como em todos os mercados, se muitas pessoas negociam um ativo, ele aumentará seu preço, algo que pode acontecer com o BTC em breve. Nas palavras de Satoshi Nakamoto, “Se um número suficiente de pessoas pensa da mesma maneira, isso se torna uma profecia auto-realizável”.

    Portanto, como muitos investidores e crentes bilionários disseram, podemos apenas esperar e ver se este será o grande ano para o Bitcoin, onde seu preço aumentará rapidamente para corresponder e até superar o recorde histórico.