6° edição: cenário semanal econômico – 27/04 à 30/04

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maio 1, 2020

Após a tensão política do fim da semana passada, o mercado brasileiro inicia esta semana  com recuperação e alívio, “acabei mais uma reunião aqui tratando de economia e o homem que decide a economia no Brasil é um só: chama-se Paulo Guedes. Ele nos dá o norte, nos dá recomendações e o que nós realmente devemos seguir”. Foi exatamente com essa frase que o presidente amenizou os ânimos reforçando seu apoio ao ministro da Economia, Paulo Guedes.

Com isso, o Ibovespa teve forte valorização de 3,86%, aos 78.238 pontos, uma boa largada para o início dessa curta semana, que se mostrou crescente e otimista para a bolsa brasileira. O Ibovespa se manteve em alta no decorrer da semana, atingindo 83 mil pontos,  batendo sua máxima desde 11 de março, ao passo que foi o melhor abril do Ibovespa desde 2009, quando avançou 15,55%.

Apesar da forte valorização em abril, o índice ainda acumula perdas de 30% em 2020.

No entanto, após o pânico dos mercados em março, abril foi marcado por um início de recuperação.
Forte ânimo para o Ibovespa em meio ao cenário mais positivo no exterior com expectativa de reabertura em alguns países com sinais de já ter passado o pico de coronavírus e com um noticiário mais favorável também no Brasil após Paulo Guedes fechar acordo com Davi Alcolumbre para limitar o reajuste dos salários do servidores públicos em troca de ajuda aos estados, enquanto Jair Bolsonaro teria colocado um freio no plano pró-crise anunciado pela Casa Civil.
Como não estão previstos aumentos para os próximos anos, congelar as progressões dos servidores federais resultará numa redução de aproximadamente R$ 2 bilhões por ano aos cofres públicos.

Para a iniciativa privada, o governo passou a permitir acordos individuais para o corte de jornada e salários em até 70% por três meses e suspensão de contratos por dois meses.

O mercado brasileiro ainda teve o impacto com o bom humor das bolsas internacionais, que avançaram com as notícias de que diversos países europeus estão começando a reabrir suas economias, enquanto nos Estados Unidos, alguns estados também estão tentando retomar suas operações.

Enquanto isso, o dólar inicia a semana exitando cair, fechando com apenas leves perdas o início da semana, que se intensificaram no decorrer da semana derrubando a cotação ainda mais, atingindo R$5,36. Dando pequenos sinais de nova subida nesta quinta-feira (30/04/2020), com alta de 1,55%, cotado a R$ 5,43. O dólar futuro para maio, por sua vez, para R$ 5,42.

Outro fator que movimentou positivamente o cenário internacional, foi o report de resultados do grupo americano 3M, que fabrica máscaras de proteção N95, muito utilizadas para frear a propagação do coronavírus. O relatório registra crescimento de 45% no primeiro trimestre de 2020 na comparação com o mesmo período do ano passado, estimulado pela alta demanda do material médico.

Tal cenário foi crucial para reverter o plano da 3M, anunciado em janeiro deste ano, de demissão de 1.500 colaboradores.

A economia dos Estados Unidos encolheu para 4,8% no primeiro trimestre de 2020, encerrando a mais longa expansão da história do país.

Embora o horizonte se mostre nebuloso para a indústria de petróleo global, cresce o otimismo acerca da possibilidade de um pacote de socorro do governo americano às petroleiras do país. A medida é avaliada como um dos últimos trunfos para evitar novas quedas vertiginosas dos preços e uma falência em massa das empresas por lá.

Apesar dos ganhos nas bolsas, o petróleo voltou a cair forte, com investidores tensos que os estoques em todo o mundo lotem em breve, enquanto a pandemia de coronavírus continua a pesar sobre a demanda.

Ainda mais nebuloso. É assim que se define o futuro da Embraer (EMBR3) após a Boeing anunciar o fim do acordo de joint venture com a companhia brasileira no valor de US$ 4,2 bilhões, mais de um ano após o enlace inicial entre as empresas. Com isso, os papéis fecharam em uma baixa expressiva, sendo a maior baixa do Ibovespa com as ações da Embraer em  queda de 7,5%.
O rompimento do contrato, apesar de ser mal recebido no mercado, não foi visto exatamente como uma surpresa, pelo menos não dentro do governo brasileiro, que já tratava o desfecho como esperado, diante da crise enfrentada pela empresa americana e pelo baque que a pandemia do novo coronavírus provocou no setor aéreo

O Brasil tem hoje 58 shopping centers abertos e 519 que permanecem fechados devido à pandemia do coronavírus. Mais cinco empreendimentos foram reabertos desde a última semana.

A reabertura do comércio tem ocorrido pouco a pouco no País, por conta da suspensão de parte dos decretos publicados por prefeituras e governos estaduais proibindo o funcionamento das unidades a fim de reduzir a circulação de pessoas e a transmissão do coronavírus.

Ao todo, são 34 cidades em nove Estados onde a retomada das atividades já foi autorizada. A Associação Brasileira dos Shopping Centers (Abrasce) estima que, em maio, a maioria ou todos os shoppings já estejam abertos. Até poucos dias atrás, todos os 577 shoppings do País estavam fechados.

Nos shoppings reabertos, o funcionamento segue regras específicas de decretos locais, como abertura em horário reduzido (geralmente entre 12h e 20h), número limitado de pessoas nas lojas, praça de alimentação com menos mesas, e fechamento dos cinemas por enquanto.

Nenhum shopping foi reaberto até agora no Estado de São Paulo, onde há 182 unidades, o equivalente a um terço do mercado nacional. O Estado também é o mais afetado pela pandemia de coronavírus, com 2.049 mortes.

Cenário Cripto
Comunidade cripto já está na expectativa pelo Halving do Bitcoin a cada 210 mil blocos emitidos, a emissão de Bitcoins reduz pela metade. A complexidade de mineração se torna maior a cada evento desse.

Na história do Bitcoin aconteceram apenas 2 Halvings, o primeiro em 2012 e o segundo em 2016. O próximo está programado entre o dia 12 e 15 de maio de 2020, a data e hora do evento são recalculadas diariamente.

O que vai acontecer com o Bitcoin? A tendência é valorizar a moeda, algo que se confirmou no desenrolar dessa semana.
Aumentando a ansiedade na contagem regressiva ao Halving.

Coincidência?
O preço do Bitcoin ultrapassou os US$ 8.800 esta semana, valorizando em mais um mês de abril pelo quinto ano consecutivo.

Representando um ganho de 4,5% em 1 dia, seu nível mais alto desde 10 de março.

O Bitcoin termina abril no verde, tendo apresentado um desempenho positivo já que o mês teve abertura com o Bitcoin cotado a US$ 6.428.

O desempenho do preço do Bitcoin parece mais impressionante se levarmos em conta o fato de que ele está superando outros grandes ativos por grandes margens.

Enquanto a criptomoeda subiu mais de 25% no mês, o ouro, o ativo clássico de porto seguro, ganhou 6,4%.

Tantos estímulos quanto a narrativa de alta pelo halving podem continuar sendo um bom presságio para o Bitcoin no curto prazo.

Ao longo dos anos, o halving tem se mostrado de fato um evento excelente para o preço do Bitcoin, que segundo analistas esperam que a criptomoeda suba até US$ 10.000 antes do halving.