7° edição: cenário semanal econômico – 04/05 à 08/05

UZZO

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maio 9, 2020

Semana com início tenso, com queda de 2% para a Ibovespa, regressando aos 78 mil pontos. O desenrolar é de altos e baixos no decorrer da semana, fechando com alta de 2,75% retomando a casa dos 80 mil pontos, as interferências políticas causaram instabilidade na bolsa brasileira.

Além do  Banco Central reduzir a taxa básica de juros brasileira em 0,75 ponto percentual para 3% ao ano. Os juros baixos é estruturalmente ruim para os bancos, pois reduz a margem dessas empresas.

A semana foi marcada pela cautela, com os investidores nos EUA atentos à reabertura das economias diante da pandemia do novo coronavírus, em especial em alguns estados americanos, conforme o país segue registrando um grande número de casos de Covid-19.

O número de pedidos de seguro desemprego nos EUA na semana anterior foi de 3,84 milhões. Os novos registros elevam o saldo negativo da crise por causa da pandemia de coronavírus para mais de 30 milhões de desempregados no país.

Ainda nos EUA, o mercado reagiu ao Relatório de Emprego do setor privado, que mostrou que em abril foram eliminados 20,2 milhões postos de trabalho. Foi o pior resultado já registrado desde a crise financeira em 2009.

Ainda por lá, o presidente Donald Trump insiste na reabertura do país para os negócios, mesmo reconhecendo que a mudança causaria mais doenças e mortes pela pandemia.

O dólar teve forte valorização ao longo da semana, mas fecha em queda de 1,7%, cotado a R$ 5,74. O dólar futuro para junho registra queda de 1,64%, para R$ 5,73, após uma semana de ganhos.

Na Itália, 4,4 milhões de pessoas iniciam esta semana voltando ao trabalho na chamada “fase 2” da reabertura da economia, das quais 2,8 milhões no Norte do país europeu.

Fator que causa medo de uma segunda onda da pandemia do coronavírus, com países retomando suas economias.

Na Europa, após abrirem a semana em queda de forma generalizada, os índices amenizaram as baixas e operam praticamente estáveis. Os investidores seguem atentos às medidas de flexibilização do lockdown e repercutem os dados econômicos do continente. Na Alemanha, as encomendas à indústria sofreram tombo histórico de 15,6% em março.

Lá fora, as bolsas subiram com o abrandamento das quarentenas impostas na Alemanha e na Grã Bretanha. A chanceler Angela Merkel anunciou ontem que a economia do país irá se reabrir gradativamente à medida em que a pandemia de coronavírus se desacelera. O campeonato alemão de futebol deve ser reiniciado na segunda quinzena de maio. O premiê do Reino Unido, Boris Johnson, também afirmou ontem que o lockdown será amenizado no Reino Unido a partir da próxima segunda-feira.

Os preços do petróleo subiram no início da semana, avançando 20%. A expectativa é de que a retomada da economia nos países da Ásia e da Europa aumente a demanda pela commodity.
Porém no passar da semana, o petróleo também voltou a chamar atenção, virando para queda após chegar a subir. Isso acabou pressionando as ações da Petrobras, que fecharam em queda de mais de 3%.


Por aqui, as medidas de controle inflacionário e demandas da indústria, mostram que os preços na cidade de São Paulo tiveram deflação de -0,30% em abril, diante da estimativa de deflação de 0,15%.

Enquanto isso, a produção industrial brasileira desabou 9,1% em março, na comparação com fevereiro, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Foi o pior resultado para meses de março da série histórica da pesquisa.

Em uma decisão que surpreendeu boa parte dos economistas, o Copom do Banco Central anunciou o corte em 0,75 ponto percentual da Selic, levando para uma nova mínima histórica de 3% ao ano

Ainda em destaque, a Telefônica (dona da marca Vivo) e a TIM planejam colocar na mesa uma proposta de compra das redes móveis da Oi daqui dois a três meses, aproximadamente, movimentando o mercado brasileiro com tons de otimismo. As companhias têm trabalhado durante a quarentena nas diligências para análise dos ativos.

Partindo para os temas relacionados a saúde pública e controle sanitário, o decreto que torna obrigatório o uso de máscaras em todos os locais públicos do Estado de São Paulo, anunciado no início desta semana, pelo governador João Doria (PSDB), foi publicado no Diário Oficial do Estado e prevê multa que vai de R$ 276 a R$ 276 mil para quem descumprir a regra, além de detenção por até um ano. A norma passa a valer ainda esta semana, embora o item já seja exigido para o acesso ao transporte público.

E tem mais, rodízio expandido confirmado na cidade de São Paulo.
Passa a vigorar a partir da próxima segunda-feira (11/05/2020) a nova restrição de circulação.
A contenção dura o dia todo (24 horas) e não apenas em horários específicos;
É válida todos os dias, inclusive sábados, domingos e feriados; 

Abrange todas as vias da cidade e não apenas aquelas do rodízio tradicional;
Os veículos com placas de final par (0,2,4,6,8) só podem circular nos dias pares e, aqueles com final ímpar (1,3,5,7,9), apenas nos dias ímpares.
Funcionários da área da saúde poderão pedir isenção do rodízio, via e-mail (isencao.covid19@prefeitura.sp.gov.br)

Votações no Congresso
A Câmara dos Deputados aprovou, em sessão virtual, o auxílio de R$ 125 bilhões para os estados, o Distrito Federal e os municípios em razão da pandemia do novo coronavírus. Como foi modificada pelos parlamentares, a matéria retorna para análise do Senado antes de seguir para sanção presidencial.

O Programa Federativo de Enfrentamento ao Coronavírus (PLP 39/2020) prevê que serão direcionados R$ 60 bilhões em quatro parcelas mensais. Desse total R$ 50 bilhões serão para uso livre (R$ 30 bilhões vão para os estados e R$ 20 bilhões para os municípios). Como não participa do rateio dos municípios, o Distrito Federal receberá uma cota à parte, de R$ 154,6 milhões, também em quatro parcelas. Os outros R$ 10 bilhões terão que ser investidos exclusivamente em ações de saúde e assistência social (R$ 7 bilhões para os estados e R$ 3 bilhões para os municípios).
A primeira parcela do pagamento do auxílio emergencial aos estados, municípios e ao Distrito Federal está prevista para 15 de maio.

Enquanto isso, o Plenário da Câmara dos Deputados aprovou hoje em segundo turno o texto-base da chamada “PEC do Orçamento de Guerra” (PEC 10/20). Foram 477 votos favoráveis a 1. A versão aprovada pelo Senado Federal havia sido votada em primeiro turno pelo plenário da Câmara no início da semana.


A medida flexibiliza travas fiscais e orçamentárias para dar mais agilidade à execução de despesas com pessoal, obras, serviços e compras do Poder Executivo e vai vigorar até o dia 31 de dezembro deste ano – mesmo prazo para o estado de calamidade pública causado pela pandemia.

A proposta cria um regime extraordinário para facilitar os gastos públicos com ações de combate à pandemia de Covid-19 e para a redução dos impactos econômicos decorrentes das medidas de isolamento social.

Entre as medidas propostas, a PEC autoriza o Banco Central a comprar título de empresas privadas no chamado no mercado secundário – títulos que já fazem parte de carteiras de fundos e corretoras, por exemplo. O objetivo é garantir liquidez ao mercado de capitais.

O texto também traz processo simplificado para a contratação de pessoal temporário, de obras, serviços e compras relacionados exclusivamente ao enfrentamento da situação de calamidade pública.

Perto do Pico?
O Brasil tornou-se o sétimo país a passar a marca dos 130 mil infectados pelo coronavírus, segundo dados do Ministério da Saúde, com 145.328 casos confirmados e 9.897 mortes pela doença. São Paulo é o estado mais atingido, com 39.928 casos confirmados e 3.206 mortes. O Ceará tem 13.888 casos com 903 mortes. Apenas esta semana, foram confirmados 59.948 novos casos no Brasil e 3.173 mortes.

Cenário Cripto
O mercado cripto inteiro está em contagem regressiva, para o halving do Bitcoin…
E por que esse é mais importante?
Ao contrário dos últimos dois “halvings”, em 2012 e em 2016, agora existe um mercado de criptomoedas global e de varejo.

Em 2016, as criptos ainda eram tema para um punhado de aficionados. Mas, desde então, o número de usuários, exchanges, provedores de serviços (como sua conta multimoedas da UZZO) e P2P (peer to peer, para negociações sem intermediários) cresceu. 

Também cresceu o entendimento e a utilização da blockchain, indo além do mercado financeiro.

O preço do ativo também subiu, e muito. Em 2016, o Bitcoin valia menos de US$ 100. Atualmente, vale quase US$ 10 mil. As criptomoedas já são reguladas em diversos países. Inclusive no Brasil, onde a Receita Federal baixou em 2019 uma obrigação para que investidores e exchanges informem as transações.

É por isso que, na prática, este será o primeiro halving para a maior parte dos usuários.

Dizem que a cotação vai subir; é verdade?

Segundo os especialistas, as influências deste terceiro halving do Bitcoin devem se dar em dois eixos principais: cotações do Bitcoin e atratividade da atividade de mineração.

Como a mineração é a única forma de emissão de novos Bitcoins, o halving implica em reduzir a disponibilidade da moeda virtual. Mesmo quem não é economista deduz que um corte na oferta com manutenção da demanda pode elevar o preço, visto que o interesse por Bitcoin é crescente, como mostram os históricos de buscas no Google e de transações.
O que nos resta, é acompanhar fortemente os próximos dias da criptomoeda.